Poeta sem tristeza
é feirante sem feira.
Seu oficio não faz sentido
e sua dor não tem beleza.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Rito
Em um banco,
não aquele qualquer
mas um de frente a uma pirâmide.
Ali em um bosque de cheiro inigualável
perfumado e ensolarado
dois anéis se unem a uma flor.
Não uma flor qualquer
sem significado ou sabor,
essa flor símbolo de um amor,
não um amor profano e descabido,
dolorido e sofredor,
mas de um amor puro,
obra do Criador.
Ali o caule da Rosa passa por entre os círculos roses,
e nas palavras ainda não ditas,
ganham o significado do que é viver.
Ali o símbolo se faz no rito,
esse importante em se ver.
O significado justaposição de tudo
que no espírito fez nascer.
Ali naquele banco,
que não é um banco qualquer
o ciclo não se fecha,
mas se eleva em um novo amanhecer.
não aquele qualquer
mas um de frente a uma pirâmide.
Ali em um bosque de cheiro inigualável
perfumado e ensolarado
dois anéis se unem a uma flor.
Não uma flor qualquer
sem significado ou sabor,
essa flor símbolo de um amor,
não um amor profano e descabido,
dolorido e sofredor,
mas de um amor puro,
obra do Criador.
Ali o caule da Rosa passa por entre os círculos roses,
e nas palavras ainda não ditas,
ganham o significado do que é viver.
Ali o símbolo se faz no rito,
esse importante em se ver.
O significado justaposição de tudo
que no espírito fez nascer.
Ali naquele banco,
que não é um banco qualquer
o ciclo não se fecha,
mas se eleva em um novo amanhecer.
domingo, 11 de janeiro de 2015
ainda aqui
A minha estadia aqui não é por acaso
mas por atraso na resolução das insígnias
perpétuas do meu eterno circular.
mas por atraso na resolução das insígnias
perpétuas do meu eterno circular.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Sacrifício
Há a vontade,
Há o movimento,
Há o contexto e
também o escaninho.
Mas existe o pré-texto
já revelado pelo caminho
e não acabado,
feito ninho.
Há a cantoria,
o meio-dia e a noite.
Mas é retilíneo o candor
ou é verbo mesquinho de dor?
Mas acima de tudo existe o amor
e este é o portal do navegador...
Há o movimento,
Há o contexto e
também o escaninho.
Mas existe o pré-texto
já revelado pelo caminho
e não acabado,
feito ninho.
Há a cantoria,
o meio-dia e a noite.
Mas é retilíneo o candor
ou é verbo mesquinho de dor?
Mas acima de tudo existe o amor
e este é o portal do navegador...
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Livro rubro
Tiro da estante aquele
velho livro empoeirado.
Ali a história de um amor
a muito tempo passado.
Nas páginas o poeta indo ao encontro
de sua musa.
Assim não tão distante em tempo
mas levando uma eternidade toda para encontra-lá.
Assim se fazia a história do poeta
que mesmo descascado pelo tempo
e amarelado pelo uso,
registrou, um dia, em páginas novas
tão secreto sentimento.
Assim se fez o mistério corrente
de uma vida transcendente
que insistiu em marcar outros olhos.
Ali onde não mais a pele era o que importava
a verdadeira manifestação se fez presente,
mesmo tendo a capa rubra
seu interior ainda era novo,
como uma página em branco,
mostrou discreto a caneta
e esperou para marcar outra história.
(Acabei de ler Pessoa)
(Acabei de ler Pessoa)
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Ultima estação
Eu fui um dia poesia de fim de tarde,
um sorriso sincero e discreto de alarde,
um despertador dos dias sem sol.
Hoje eu sou uma luz que mal brilha,
uma nuvem que condensa a tempestade
e um chão onde se pisa.
Hoje me tornei um vício que inebria
causa euforia e depois sem mais delongas morre.
Em memoria de um vazio que não existe
com sentimentos que partiram e não colam mais,
condolências ao que foi um dia um amor.
Aquele mais puro e verdadeiro que a Cruz pode ter
Aquele que a Rosa fez brotar
Aquele que agora não tem par.
Parto e reparto para aqueles que quiserem ficar.
um sorriso sincero e discreto de alarde,
um despertador dos dias sem sol.
Hoje eu sou uma luz que mal brilha,
uma nuvem que condensa a tempestade
e um chão onde se pisa.
Hoje me tornei um vício que inebria
causa euforia e depois sem mais delongas morre.
Em memoria de um vazio que não existe
com sentimentos que partiram e não colam mais,
condolências ao que foi um dia um amor.
Aquele mais puro e verdadeiro que a Cruz pode ter
Aquele que a Rosa fez brotar
Aquele que agora não tem par.
Parto e reparto para aqueles que quiserem ficar.
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