quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pux

Puxões de orelha

ou

na caneta

tanto faz

o que se faz com

eles é que traz

a diferença em saber

qual diferença faz ...

Me II

Me ofusco,
Me escondo,
Me refugio.

Me lanço,
Me postergo,
Me incito.

Me vou,
Me abrigo,
Me sumo.

Subo
E não desço mais...

sábado, 12 de abril de 2014

Me

Me fui por tantos lugares.

Me fiz em tantas tiragens.

Me refiz nos meus versos.

E acabei sendo a minha poesia.

Sei lá

Me amparo naquela Luz
que guia os caminhos controversos de outrora.
Conto ou versos maneiras distintas da mesma manifestação
indiscriminável e eterna.
Canto o verso por assim me fazer feliz e transitar entre
a chuva e os trovões que hoje me cercam.
Formam-se os versos quando os verbos
são concretos e as imagens ainda não.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nova Curitiba

No trânsito inconcert
Da metrópole em desenvolvimento,
Envolvo-me nesse descompasso frenético
De rapidez e mediocridade
Que se tornou a tão bela Curitiba
De anos atrás.

Vejo as vias, paradas, em rápidas
A chuva fina enerva os desavisados
Que em todos os dias nublados
Se esquecem da possibilidade
De água cair do céu e inundar
As vielas que passam
Trazendo assim o transtorno do novo dia.

Faz-se o inimaginável a este povo,
Traz-se a má educação dos estrangeiros,
O tempero podre da pressa
Que ao se chegar à estação tubo
Saem degladiando-se os que descem e os que sobem.
A educação ficou em casa neste dia de chuva
Junto com o bom senso fazendo companhia.

sexta-feira, 7 de março de 2014


Estandarte de pedra,
Força da Criação.
Nasceu no momento exato,
Brilho e Salvação.
Nunca uma rima concreta,
Apenas a presente sensação,
de um incandescer numa reta
e viver em um turbilhão.
Passando desapercebida a seta,
que me leva ao teu coração.
E canto sem rima ou sem métrica,
para passar na oração.
Sublime limear do profeta,
que que encena a sua missão. 
Aos ouvintes promeve a dialética
Sem causar confusão. 
Aos que compreendem o seu recado
Só resta viver a oração.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Já quase na hora de voltar
Conto os meus causos aos que ousarem ficar.
Tragos as timas em minhas narinas ensanguentadas
do Fel de um pulsar.
Pulsa e não sem sentido
no seus passos largos a andarilhar.
Senta na alma imunda que insiste em gusrdar.
Vocifera aos quatro cantos que não aguenta mais esperar.
E morre no desencanto de nunca ter sabido amar.