domingo, 9 de outubro de 2011

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Os saberes que não são mais necessários,
As visões que um dia passaram,
Não fazem o menor sentido agora
Que a plenitude se instalou.
Conhecimentos se transfiguram,
Em momentos que passam
Como o vento de uma tempestade,
Tortuosa e temida,
Com seus ensurdecedores ruídos
Que fazem da poesia ainda mais bela
Sua força chamada de vital
É s o que manifesta os sentidos
Assim como os trovões a voltarem pro céu
É a alma daqueles que sabem
E conhecem o Eu intrínsico
Que se faz puro e forte
Saberes não são necessários
Pois a sintonia é plena
E linguagem não se faz preciosa.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Na fraqueza é que se encontra a fortaleza
Quando o ego é banhado pelas lagrimas
O que se te de mais puro transborda
Os sentires afloram
Quem fala é a alma inquieta
Que tantas vezes fingimos não escutar
E sempre nos ajudando a enxergar
Aquilo que naquele momento nos parecia
Apenas um emaranhado de laços
Infinitamente com seus nós sem fim
E neste ultimo suspiro
A radiante luz brilha em forma de sorriso
E ilumina novamente aquilo que era treva.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Trindade

O que é externado
Não chega a ser um quarto
Daquilo que em um abraço quero expressar
A união trina
Que em mim habita
E se equilibra
Numa balança sem pesos
Pois a unidade já se transubstanciou
E hoje o que sou
Não chega aos pes donde quero chegar
Mas ao me limitar
Naquilo que não é linear
Mas sim o puro pulsar
Desta trindade
Em que essência, prazer e conhecimento
Se contemplam e não medem forças
Pois infinitas são suas energias
Que em nada se pode medir
Mas que em tudo dá sentido
Apenas sentir e consentir
Que devem ser doados inteiramente
Aos que esses dons merecerem

domingo, 24 de abril de 2011

Deserto

Em um deserto de sentimentos
Onde a esperança um horizonte dista
Pouco se materializa, nada se concretiza
Apenas lembrando a marca dos ferimentos
Que não se cicatrizam
A marca da rudeza e da dureza
Apenas isso avista
Amor, dizem que é complicado
O complicado não é amar
E sim se entregar
Se arremessar sem medo de se entregar
Deixar a alma levar
Para passear nos mistérios ocultos
Do pensamento dos cultos
Sem a tormenta dos insultos
Sem se debruçar nos prumos
Esquecendo os insumos
Do corpo, da alma
Que em um simples toque somem

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dia de sol

A esperar
Sentindo o tempo passar
Observando os seres a transitar
Na cidade vazia da louca rotina
Apenas poucos trabalhadores
Para as solteiras, namoradas ou as casadas
Mas sempre amadas
Belas flores enfeitadas
E outro a estatizar a forma
Para assim poder ganhar algum
Pessoas passeiam sorrindo
No dia de sol
Da cidade conhecida pelo frio
E frieza dos habitantes
Num lapso,
A atração do olhar se fortalece
E muda de foco
E o que se vê é o rapaz esperado
De chapéu e óculos escuros
Com o beijo sela a chegada

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Resposta

Num momento de escuridão
E pensamentos vagantes
Ligação inesperada
Na densa madrugada
Em momento exato
A resposta que buscava
Forte, intenso, arrebatador
É teu olhar que o meu procurava
A me deslumbrar e fascinar
Num estado de êxtase e receio
Palavras que fizeram o coração disparar
E com tamanha vibração e intensidade
Quebrou o resto das paredes instauradas
Elevando a alma ao estado mais adorado
O teu lugar não é aos meus pés e sim nos meus olhos
Que te refletem e mostram a verdade
Do que dentro se esconde e a ti apenas se revela
Toda a intensidade misturada com imenso cuidado
Que antes de todo velado, agora apenas lembrado
Conquistou pouco a pouco o espaço
Que na mente e coração foi implantado
E o todo agora lhe foi dado

sábado, 2 de abril de 2011

02/04/2011

A visão e o propósito se misturam
O olhar não é como se vê o mundo
A realidade está distante da beleza
Que os pensamentos insistem em crer
Num mar de confusões e desejos
Segredos abertos a um
Essência contemplada
Um tanto dispersada
Em labirintos de falhas
Prisões emaranhadas
De paredes espessas e largas
Que palavras ao vento lançadas
Desarmam tais muralhas marcadas
Que guardam pedra rara
A espera de ser encontrada
E por alguém admirada