segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"libertas aurum"

Assim me refiro a não ser.
Habito um corpo ínfimo
infinito na plenitude do 
viver silente, 
sem mente
cíclico infante aprenda
vibre, exploda e construa 
com aquilo que parece destruição.

O silêncio é meu maior presente. 

sábado, 8 de agosto de 2015

se(m)entes

Ali onde sou tudo aquilo que ainda não tenho,
a plenitude incontável é o contato de onde venho.
Não me sou, me perco, me esqueço
sendo tudo aquilo que em mim espelho.
Sou a primazia e a humanidade
sem centeio, a forma ainda que disforme
me veio e ceio do mais puro alimento
no seio de Deus.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Dias sempre iguais

Preciso o ofuscado amarelado das suas páginas
que as luzes esbranquiçadas que fazem meus olhos arderem.

Prefiro as noites enluaradas que inúmeras fotos tiradas
para os outros verem.

Prefiro o ar gelado batendo no rosto
do que as teclas que demoram a chegar.

Prefiro o verde, o azul, o amarelo
que em uma tela poder olhar.

Prefiro os sentidos, os gostos, os gestos
do que um sorriso não sincero a aparecer.

Prefiro me abster de coisas inúteis 
do que me prender e não viver.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Fios

tecendo com os fios do tempo
o princípio e o fim, extremos?

Ali no emaranhado das linhas vãos momentos
que usurpados por passeios sedentos
se vão na lembrança do que já não são.

A forma que as linhas tomam
nem noto, são vento
que sopra junto com o meu clarão.

Aqui espero o fim dessa linha
para ver o mundo em minhas mãos. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Olho de Hórus

Mudanças que vem sem querer.
Algumas transitórias outras também.
Fim? Será realmente que tal coisa existe?
O que eu vejo são constantes mudanças
de visão, paradigmas, afeições.

Se todos soubessem que cada vez que a Lótus se abre
uma nova esfera se alimenta,
Daat viveria oculta,
pois depois dela
somente o Eu Sou se alimenta.

Mudanças no decorrer do caminho,
esferas ocultas silentes esperam
o que mudar então nesse silêncio
que se estende
como esfera morta e rígida de cristal?
Mudar o estado de enxergar do seu olho,
ainda que físico invisível a essa luz solar
que vem de estrela.

A comunicação não é pela fala
mas permeia ainda mais a visão.
como outrora, cegos enxergarão
agora. Também mantos de seda e carmim
se vão
fazendo da mudança, nem fim nem começo
mas um eterno clarão.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

cansado voo

Tantos são os ventos que em minhas asas vem soprar
sem cerimônia alguma me jogam de lá para cá.
as minhas asas apesar de muito cansadas
não podem parar
se paro, morro, me estatelo no chão, no linear
se continuo, pereço, cansado, sem galho para pousar.
Mas bato minhas asas, mesmo sem forças,
para o vento não me levar.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Tudo e Nada

Eu sou a coragem de silenciar
e o silêncio que diz tudo.
Sou a metáfora sem fluxo
e a verdade com seu ar puro.
Sou a fantasia dos sonhos
e o abismo absoluto.
Sou o navio que naufraga
e a vela quando flutuo.
Sou o norte do meu rumo
e a floresta dos sem prumo.
Sou a pedra nos caminhos
e o cetro reluzente.
Sou absolutamente tudo
e magnificamente nada.