sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Já quase na hora de voltar
Conto os meus causos aos que ousarem ficar.
Tragos as timas em minhas narinas ensanguentadas
do Fel de um pulsar.
Pulsa e não sem sentido
no seus passos largos a andarilhar.
Senta na alma imunda que insiste em gusrdar.
Vocifera aos quatro cantos que não aguenta mais esperar.
E morre no desencanto de nunca ter sabido amar.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Reporto

Passo desapercebida diante dos vários olhos que passam
sem ver qual é o verbo que os guia e não se manifesta.
nas ruas, miseras ruas, da cidade sorriso que já banguela 
das bofetadas e batidas de corações pedra hoje perde seu brilho
por não ver o doce sorriso ainda que sem dentes mas manifesto
de seu riso perfeito de dia ensolarado.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Aves-marias

Sabe-se do mundo um terço
Rezado as aves-marias aos avessos
Contados os pais-nossos do mundo onde pereço
A Luz não vem em sintonia com o vento
Esta em plena sincronia com o terço em que pereço

E me submeto a mais uma vez rezar. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Somo os verbos nas ações,
Delineando instintivamente
O que a mão limita
No universo eterno do papel.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sonho


Portas abertas para o sonho passar,
Vai encontrar o refugio no espaço em que se ira realizar.
Atravessa os becos escuros da incerteza,
Navega nos mares calmos e fundos do medo,
Adormece, um sono breve, não há tempo.
Recomeça ao relento,
No frio de um inverno gelado,
Que parece nunca passar.
Respira a força das arvores sem flor
Que neste momento adormecem o seu amor.
Vaga pelo caminho
O horizonte a vista ,
Respira a nova conquista.
É primavera,
O sol começa a brilhar.
Vaga mais leve
Para encontrar seu habitat.
Vai mais longe
Corre em sua direção
O sol ofusca sua visão é forte demais o seu clarão,
E quando menos espera chega o verão
E no mesmo lugar,
Onde outros também habitarão. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Amor

Momentos que antecedem a felicidade
mostradas como simples retratos.
Lembranças do que foram os risos.
Que se perpetuaram pela eternidade.
Momentos de carinhos incessantes,
a mais pura manifestação do amor.
São retratos de um amor,
que não precisa de promessas,
não precisa ser manifestado.
Em todos os instantes é sentido.
Por mim
e evidenciado aos que transitam entre nós.
Não há razões para ser,
nem para não ser.
Apenas somos aquilo
que transitam demonstrando
aquilo que de mais vivo existe em nós!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Indivisível

Planos diversos de natureza mesquinha,
individualidade reinante onde só o que importa é o que se quer.
Natureza estranha em que os próprios desejos operam.
Questiono tal vivência importuna,
em que as manifestação diferem evidentemente do contexto.
Não insisto em mudar o pensar alheio,
por isso acato as condições remanescentes.
Vivo em um tempo de confusão e justiça,
abalam-se estruturas de pedra.
 Nos meus lábios a dureza de alguém que aprendeu a esperar.
não questiono passos não dados,
não refiro-me a um ou outro,
mas ao conjunto total de uma obra,
ao brutal e tardio manifestar de uma arte
de já não existe mais...


humanos e seus pensares desiguais,
mais belo assim,
o igual não atrai,
as manifestações rotineiras cansam,
o mesmo pulsar, o mesmo cantar, o mesmo voar
cansa...

Não toco a obra divina como uma só,
são milhares sufocadas e desamparadas pela individualidade.
Mas o nosso umbigo é mais importante,
um pedaço de carne que deixou de existir
logo que nasceu...


Transborda a insatisfação de pouco conseguir fazer,
mas o processo se inicia e a porta é aberta para nunca mais fechar...