Busca incansável
De um abrigo memorável
Num refúgio transparente
Com um olhar silente
Na alma incandensente
O furor se faz presente
De paixão que é ausente
E o coração dissidente
Que espera insistente
Um fulgor reluzente
De essência perene
E toque tênue
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Não viver
Amargo é o fel em meus lábios
Veneno que enegrece a alma
Sabor ruim de vida nenhuma
Saberes não satisfazem
Conhecimento arranjado de coisa alguma
Nos verdes olhos dureza e temor
Nas palavras apenas rudeza e dor
Lágrimas não saem
Cristalizaram sem seu ardor
Coração que pulsa lento
Grita num berro sedento
Transborde a essência
Mas pra quem?
Não há seres que a desejem
Tão grande se tornou
Que o mal apenas se intensificou
Pelo não viver que se instaurou
Veneno que enegrece a alma
Sabor ruim de vida nenhuma
Saberes não satisfazem
Conhecimento arranjado de coisa alguma
Nos verdes olhos dureza e temor
Nas palavras apenas rudeza e dor
Lágrimas não saem
Cristalizaram sem seu ardor
Coração que pulsa lento
Grita num berro sedento
Transborde a essência
Mas pra quem?
Não há seres que a desejem
Tão grande se tornou
Que o mal apenas se intensificou
Pelo não viver que se instaurou
quarta-feira, 23 de março de 2011
Auto retrato
Me identifico nas nuvens de tempestade
Cinzas, pesadas, cheia de opostos
Luz, barulho, água
Com todo o medo e encanto que trazes
Não me reconheço em dias de sol
São quentes, azuis, parados de mais
Não vejo graça no sossego
Isto cansa
Movimento me atrai, principalmente os da natureza
Uma jarrada de vento que leva o guarda-chuva
E nos encharca de água pura
Frio que precisa ser sanado,
Espírito a ser restaurado
Vulcões transbordando seu poder
Enriquecendo o solo e o petrificando
Incandescente, quente logo após negro e frio
Terremotos, um simples encaixe da terra
Provoca tantas mortes e destrói regiões inteiras
E o homem ainda acha que é dono do mundo
Me reconheço na fé que em mim habita
Que antes suprimida
Agora apenas se intensifica
Me reconheço no olhar sereno e manso
De pessoas que não tem medo do desconhecido
Que buscam conhecimento e sabedoria
Que pedem discernimento e buscam a verdade
Me reconheço no autoconhecimento
Na sede de se elevar e mudar
Me reconheço no que muitos correm
Tem medo
Me reconheço no todo e no detalhe
No universal e na pequena parte
Na riqueza que a pobreza traz
Me reconheço no meu coração
No amor que trasborda
Nas ideias que tenho
E na minha inquietude
A procura da magnitude
De um amor plenitude
terça-feira, 22 de março de 2011
Medo
Já não tenho medo de arriscar tudo pra não ganhar nada,
mas ver o outro feliz,
Já não tenho medo de dizer eu te amo
e ouvir fico contente por isso,
Já não tenho medo de sofrer por algo que lutei,
porque se lutei era porque valia a pena e se vale a pena faço o meu melhor,
Já não tenho medo de mostrar que o que me movimenta é minha fé,
Já não tenho medo de reconhecer o quão pequena sou,
Já não tenho medo de me entregar de corpo e alma pra alguém,
Já não tenho medo de ser eu mesma,
com minhas imperfeições e devaneios,
Já não tenho medo de duvidar de palavras
e depois pedir desculpas pelo erro,
Já não tenho medo de me envolve
e ser feliz nem que seja só por algumas horas,
Já não tenho medo de ser intensa
e com a mesma intensidade me estabaca no chão,
Eu tenho medo de não dar o meu melhor,
de magoar quem amo,
mas principalmente de não amar com tudo o que tenho....
mas ver o outro feliz,
Já não tenho medo de dizer eu te amo
e ouvir fico contente por isso,
Já não tenho medo de sofrer por algo que lutei,
porque se lutei era porque valia a pena e se vale a pena faço o meu melhor,
Já não tenho medo de mostrar que o que me movimenta é minha fé,
Já não tenho medo de reconhecer o quão pequena sou,
Já não tenho medo de me entregar de corpo e alma pra alguém,
Já não tenho medo de ser eu mesma,
com minhas imperfeições e devaneios,
Já não tenho medo de duvidar de palavras
e depois pedir desculpas pelo erro,
Já não tenho medo de me envolve
e ser feliz nem que seja só por algumas horas,
Já não tenho medo de ser intensa
e com a mesma intensidade me estabaca no chão,
Eu tenho medo de não dar o meu melhor,
de magoar quem amo,
mas principalmente de não amar com tudo o que tenho....
domingo, 20 de março de 2011
Aos amigos-Parte I
Amigos
Vocês considerados irmãos de alma
Todos preciosos, pedras raras
Um cuidado especial com cada um
Amor e amizade, entre eles não há muita diferença
Amigos são vocês minha fortaleza
São meu fino, mas indestrutível elo
Não há como esquecer as historias
As incertezas, os momentos de alegria e medo
Vocês que moram no mais precioso espaço do meu coração
Quero compartilhar eternamente os caminhos
E ser o escudo e a espada se preciso for
A felicidade encontro com vocês ao meu lado!
Amo vocês!!!
Vocês considerados irmãos de alma
Todos preciosos, pedras raras
Um cuidado especial com cada um
Amor e amizade, entre eles não há muita diferença
Amigos são vocês minha fortaleza
São meu fino, mas indestrutível elo
Não há como esquecer as historias
As incertezas, os momentos de alegria e medo
Vocês que moram no mais precioso espaço do meu coração
Quero compartilhar eternamente os caminhos
E ser o escudo e a espada se preciso for
A felicidade encontro com vocês ao meu lado!
Amo vocês!!!
Aos amigos- Parte II
O elo pensado como indestrutível
Se rompeu e se estraçalhou
O chão sobre meus pés sufoca
O ar falta e as lágrimas são incontidas
Os pensamentos antes tão alegres
Trazem uma dor insuportável
Uma nova visão me trouxe
Após uma atitude de libertação e renuncia
Algumas palavras escritas e a frase
Que nunca esperada ser registrada
Não é como antigamente faz tempo
Só eu não vi, só eu não percebi
Que o que sentia por vocês não era correspondido
Considerados como minha família, um amor verdadeiro parecia
Mas a ingenuidade ou a falta de vontade de aceitar o que realmente seria
Só eu não quis ver que aqueles por quem daria a vida
Não dariam um passo pela minha
A dor é imensa e indefinível
Assim como o amor que sinto por vocês
O que mais tinha medo de perder
Só eu não pude ver, só antigamente existia
Uma amizade tão forte que poucas vezes se viu
Que só a mim, não foi percebida que ruiu
A fortaleza, as lágrimas destruiu
A espada no peito fincada
O escudo meu sangue guarda
Armas usadas a vosso favor
Hoje jogadas, emporcalhadas de vermelho
Sorrisos, festas, fotos
Lembranças lindas, o que realmente vou lembrar
As brincadeiras, as palhaçadas e as palavras
Conselhos, patadas, discussões
Maniqueísmo, que porra é essa?
Conversas, filmes, cafunés
Colos e mais colos,
Mas nada era como antes
Nem o amor de vocês por mim
Nem a força que só encontrava em vocês
A dor de perder o que não existe mais
É pior que saber que foi traído
Uma dor de morte se instaurou
Morte consumada do que estava em coma
Nunca mais será como antes
A irmandade que acreditava ter
Era uma utopia que acabo de reconhecer
Nunca esquecerei vocês
Nunca deixarei de ama-los e admira-los
Vocês eram a motivação de felicidade
O desejo de estar viva pra ter mais um momento juntos
Os mais presentes em minhas orações
E pelos quais seria capaz de transformar o inferno em paraíso
Anos de luta e várias glórias
O melhor aluno e o mais amado,
A única mulher em que confio,
O louco por epistemologia,
E o salvador do show, fiel e muito amado
Amados incondicionalmente
Admirados pelos fatos presentes
Segredos apenas a um revelado
E uma nova visão me foi dado
O amor transformado
E o silêncio agora ilustrado
Mais uma história?
A voz se cala
A pequena fagulha se apaga
Seu maior medo esmaga
O pobre coração apaixonado esta
Os olhos cheio de lágrimas a balbucitar
Uma história triste pra contar
O conto do amado que se foi
Pra nunca mais voltar
Seu sonho quase a se realizar
Quando uma intensa luz viu brilhar
E ao despertar
Onde meu corpo esta?
Onde meu amado foi parar?
Quando lhe disseram
A morte quis o levar
O coração a disparar
O pensamento a arrebatar
Sem acreditar onde agora ele esta
O paraíso a contemplar sem a levar
A dor não para de chegar
Chaga a doce menina que se vê a chorar
Tentando seu peito e sua vida remoldar
A pequena fagulha se apaga
Seu maior medo esmaga
O pobre coração apaixonado esta
Os olhos cheio de lágrimas a balbucitar
Uma história triste pra contar
O conto do amado que se foi
Pra nunca mais voltar
Seu sonho quase a se realizar
Quando uma intensa luz viu brilhar
E ao despertar
Onde meu corpo esta?
Onde meu amado foi parar?
Quando lhe disseram
A morte quis o levar
O coração a disparar
O pensamento a arrebatar
Sem acreditar onde agora ele esta
O paraíso a contemplar sem a levar
A dor não para de chegar
Chaga a doce menina que se vê a chorar
Tentando seu peito e sua vida remoldar
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