Não sou sonho ou ilusão,
não sou meandro ou limite,
não sou espanto e desalento,
não faço caminhos,
caminho.
Não sou frasco ou fluído,
sou o que sou.
Muto, mudo, silêncio,
não sou luz ou sombra,
névoa ou semente,
não sou brilho e nem escuridão,
não sou o que me permeia,
não sou o que me semeia,
não sou o presente, nem o passado
muito menos sou o futuro,
sou o que sou e vivo.
Não sou o obstáculo ou a crise,
não sou o manifesto e nem triste,
não sou o que vivencio,
não sou o que me veste,
sou o sopro que não possui vértice.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Morada
Ali onde habito
existe um caminho
são duas linhas curvas
com início e fim bem definidos.
também existe uma árvore
demarcando este lugar.
ali por perto existe um homem
não reconheço seu rosto, nem suas vestes, só sei que ele vive lá.
no fim do traço do caminho
ainda tenho o traço das pernas e dos pés
mãos e braços.
à frente o cume das montanhas.
ainda formas
a cor?
Branca, todas em uma só.
Nos traços, ausência dela,
indefinidos.
existe um caminho
são duas linhas curvas
com início e fim bem definidos.
também existe uma árvore
demarcando este lugar.
ali por perto existe um homem
não reconheço seu rosto, nem suas vestes, só sei que ele vive lá.
no fim do traço do caminho
ainda tenho o traço das pernas e dos pés
mãos e braços.
à frente o cume das montanhas.
ainda formas
a cor?
Branca, todas em uma só.
Nos traços, ausência dela,
indefinidos.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
"libertas aurum"
Assim me refiro a não ser.
Habito um corpo ínfimo
infinito na plenitude do
viver silente,
sem mente
cíclico infante aprenda
vibre, exploda e construa
com aquilo que parece destruição.
O silêncio é meu maior presente.
sábado, 8 de agosto de 2015
se(m)entes
Ali onde sou tudo aquilo que ainda não tenho,
a plenitude incontável é o contato de onde venho.
Não me sou, me perco, me esqueço
sendo tudo aquilo que em mim espelho.
Sou a primazia e a humanidade
sem centeio, a forma ainda que disforme
me veio e ceio do mais puro alimento
no seio de Deus.
a plenitude incontável é o contato de onde venho.
Não me sou, me perco, me esqueço
sendo tudo aquilo que em mim espelho.
Sou a primazia e a humanidade
sem centeio, a forma ainda que disforme
me veio e ceio do mais puro alimento
no seio de Deus.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Dias sempre iguais
Preciso o ofuscado amarelado das suas páginas
que as luzes esbranquiçadas que fazem meus olhos arderem.
Prefiro as noites enluaradas que inúmeras fotos tiradas
para os outros verem.
Prefiro o ar gelado batendo no rosto
do que as teclas que demoram a chegar.
Prefiro o verde, o azul, o amarelo
que em uma tela poder olhar.
Prefiro os sentidos, os gostos, os gestos
do que um sorriso não sincero a aparecer.
Prefiro me abster de coisas inúteis
do que me prender e não viver.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Fios
tecendo com os fios do tempo
o princípio e o fim, extremos?
Ali no emaranhado das linhas vãos momentos
que usurpados por passeios sedentos
se vão na lembrança do que já não são.
A forma que as linhas tomam
nem noto, são vento
que sopra junto com o meu clarão.
Aqui espero o fim dessa linha
para ver o mundo em minhas mãos.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Olho de Hórus
Mudanças que vem sem querer.
Algumas transitórias outras também.
Fim? Será realmente que tal coisa existe?
O que eu vejo são constantes mudanças
de visão, paradigmas, afeições.
Se todos soubessem que cada vez que a Lótus se abre
uma nova esfera se alimenta,
Daat viveria oculta,
pois depois dela
somente o Eu Sou se alimenta.
Mudanças no decorrer do caminho,
esferas ocultas silentes esperam
o que mudar então nesse silêncio
que se estende
como esfera morta e rígida de cristal?
Mudar o estado de enxergar do seu olho,
ainda que físico invisível a essa luz solar
que vem de estrela.
A comunicação não é pela fala
mas permeia ainda mais a visão.
como outrora, cegos enxergarão
agora. Também mantos de seda e carmim
se vão
fazendo da mudança, nem fim nem começo
mas um eterno clarão.
Algumas transitórias outras também.
Fim? Será realmente que tal coisa existe?
O que eu vejo são constantes mudanças
de visão, paradigmas, afeições.
Se todos soubessem que cada vez que a Lótus se abre
uma nova esfera se alimenta,
Daat viveria oculta,
pois depois dela
somente o Eu Sou se alimenta.
Mudanças no decorrer do caminho,
esferas ocultas silentes esperam
o que mudar então nesse silêncio
que se estende
como esfera morta e rígida de cristal?
Mudar o estado de enxergar do seu olho,
ainda que físico invisível a essa luz solar
que vem de estrela.
A comunicação não é pela fala
mas permeia ainda mais a visão.
como outrora, cegos enxergarão
agora. Também mantos de seda e carmim
se vão
fazendo da mudança, nem fim nem começo
mas um eterno clarão.
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