segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Poe

Posso escrever poesia?
A mais bonita
de todas pois sua mente está vazia...

domingo, 11 de janeiro de 2015

ainda aqui

A minha estadia aqui não é por acaso
mas por atraso na resolução das insígnias
perpétuas do meu eterno circular.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sacrifício

Há a vontade,
Há o movimento,
Há o contexto e
também o escaninho.

Mas existe o pré-texto
já revelado pelo caminho
e não acabado,
feito ninho.

Há a cantoria,
o meio-dia e a noite.
Mas é retilíneo o candor
ou é verbo mesquinho de dor?

Mas acima de tudo existe o amor
e este é o portal do navegador...



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Livro rubro

Tiro da estante aquele
velho livro empoeirado.
Ali a história de um amor 
a muito tempo passado.
Nas páginas o poeta indo ao encontro
de sua musa.
Assim não tão distante em tempo
mas levando uma eternidade toda para encontra-lá.

Assim se fazia a história do poeta
que mesmo descascado pelo tempo
e amarelado pelo uso,
registrou, um dia, em páginas novas
tão secreto sentimento. 
Assim se fez o mistério corrente
de uma vida transcendente
que insistiu em marcar outros olhos.

Ali onde não mais a pele era o que importava
a verdadeira manifestação se fez presente,
mesmo tendo a capa rubra
seu interior ainda era novo, 
como uma página em branco,
mostrou discreto a caneta
e esperou para marcar outra história.





(Acabei de ler Pessoa)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ultima estação

Eu fui um dia poesia de fim de tarde,
um sorriso sincero e discreto de alarde,
um despertador dos dias sem sol.
Hoje eu sou uma luz que mal brilha,
uma nuvem que condensa a tempestade
e um chão onde se pisa.
Hoje me tornei um vício que inebria
causa euforia e depois sem mais delongas morre.
Em memoria de um vazio que não existe
com sentimentos que partiram e não colam mais,
condolências ao que foi um dia um amor.
Aquele mais puro e verdadeiro que a Cruz pode ter
Aquele que a Rosa fez brotar
Aquele que agora não tem par.

Parto e reparto para aqueles que quiserem ficar.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

(Não achei um título para isso, alguém me dá uma sugestão?)

Chega aquele momento único em que só existe você, a tela e as teclas. 
Nesse momento não importa o barulho que está lá fora ou se o sol já se pôs, é você e simplesmente você a perceber o quanto é raso o seu universo e falho os seus gestos. As palavras se condensam, momentos de eterna luz a brilhar se materializam em pequenos versos que não ousam não tilintar.
se esvai a sabedoria, as formas e cadências sentidas, resta apenas o expressar.
Diferente dos verbos que encerro, incertos em suas pretensões, faze-se assim um espectro marcado com inúmeras ilusões.
talvez marcando o compasso inverso de tudo o que atesto e mudo, talvez apenas mais um beco escuro a esperar de mim algum descuido.
só não contesto, pois o certo é o real e o real é a Verdade e dela não duvido apenas escuto e transmito para na inação não pecar.  

domingo, 16 de novembro de 2014

Será?!

Será que busco um novo rumo?
Ou será que continuo a remar?

Será que tomo prumo?
Ou insisto em ficar?

Será que escolhi um caminho?
Ou me iludo ao pensar?

Será que que continuo?
Ou me arrisco a voar?

Será?
Só sei que Ser(há)!!!