quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ou

Não bebo o vinho,
Não sou de pedra,
Humano sou e 
Humano sei aonde vou.

Não tenho lírio,
Nem a fera
Tenho aquilo que sou
e o caminho pra onde vou.

Não tenho silo,
Não tenho terra,
onde o bem foi plantado
é onde estou.

Não tenho medo,
Nem a espera
Faço aquilo que
minha voz soou.

Não quero ter eu só quero ser
e eu sou ...

Sou EU

Sigo por todos os lugares,
procurando a essêcia que sou.
Trajeto incerto que percorro,
mas sei pra onde vou.
Caminho pelos passos que me guiam,
e some meu eu, evaporou.
Saio da nuvens do desasossego,
me deixo e encontro aquilo que verdadeiramente sou. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Aguentaria ?

Por que não me aguentaria
se meu verbo não é estático e
nem parasita do mundo que me rodeia?
Por que não me aguentaria
se minha voz sempre cala minha euforia
desmedida de meus propósitos humanos?
Por que não me aguentaria
se sou todo espectro e manifesto
de outra terra?
Por que não me aguentaria
por saber que aqui não vim ficar
e, logo, vou sair pra não mais voltar?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pux

Puxões de orelha

ou

na caneta

tanto faz

o que se faz com

eles é que traz

a diferença em saber

qual diferença faz ...

Me II

Me ofusco,
Me escondo,
Me refugio.

Me lanço,
Me postergo,
Me incito.

Me vou,
Me abrigo,
Me sumo.

Subo
E não desço mais...

sábado, 12 de abril de 2014

Me

Me fui por tantos lugares.

Me fiz em tantas tiragens.

Me refiz nos meus versos.

E acabei sendo a minha poesia.

Sei lá

Me amparo naquela Luz
que guia os caminhos controversos de outrora.
Conto ou versos maneiras distintas da mesma manifestação
indiscriminável e eterna.
Canto o verso por assim me fazer feliz e transitar entre
a chuva e os trovões que hoje me cercam.
Formam-se os versos quando os verbos
são concretos e as imagens ainda não.